quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pensando no sermão da montanha

Jesus foi um homem interessante. Parecia enxergar o fundo de cada ser humano e andar com tranquilidade em nosso íntimo, justo onde nos enredamos e parecemos cegos, tateando caminhos.Toda a sua linguagem fala de pontos extremos, de coisas duais. Promete a bem aventurança, ou seja, a felicidade aos infelizes e sofredores. Diz que aqueles que choram irão rir; que a consolação será dada aos aflitos, enfim, é dor versus prazer; alegria versus tristeza, pacíficos versus coléricos. Quer dizer... é assim que somos. Não conheço ninguem, eu mesma nunca consegui manter uma conduta única; nós oscilamos entre esses extremos, somos capazes de ambos e o fazemos, ás vezes juntos: rimos e choramos na mesma hora; sentimos prazer na dor e
dor no prazer; vivemos em paz desde que nada nos agaste, ninguem nos encomode, pois aí a cólera mostra que tem casa dentro de nós. É, esse sermão é um estudo da alma humana, ele nos conforta por sermos desse jeito, não nos condena. Ensina nos que é preciso fazer um caminho de autotransformação, pois é depois de nos mostrar que carregamos essas duas dualidades que Jesus passa a lecionar sua doutrina. Que mensagem linda e forte! Conhecermo- nos, reconhecer nossos comportamentos extremados e modificá- los, estabelecer uma outra lei entre os homens, mais tolerante, mais compreensiva, mais integradora. Ser criaturas cheia de amor. O amor liberta, quando bem entendido e vivido. É o sentimento capaz de nos conduzir da dualidade á unidade, de dozar e transformar nossos extremos em caminhos do meio. É o sentimento que irá clarear  e iluminar nosso íntimo, que nos dará equilíbrio. Esse anseio de todo ser humano, que a cada um compete coquistar, que não vem de fora para dentro, mas ao contrario, que nasce em nosso coração e se esparrama por nossos sentidos, pensamentos, ações e atitudes. Nós  deviam pensar um pouco mais nesse grande filósofo que foi Jesus e nas suas lições. Confesso que admiro muito Jesus como filósofo e como político, porque sabemos que "Jesus histórico" existiu e não ha como duvidar, pois está aí pra todos comprovarem, na história, mas" Jesus fé" é outra coisa.

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